sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Havia um homem
Solitário no ponto
Parado aguardando
O ônibus ansioso

Na chuva esperava
Calado e sozinho
Sonhando com a vida
E com os mimos de casa

Sem casaco observava
As nuvens obscurecidas
Cinzas da água
Gelada lá em cima

Caindo sem pena
Sobre os seus ombros
Não sei
Há quanto tempo esteve ali

Talvez pouco
E à chuva forte
Já não mais se importava
Em enxugar o rosto

A água do alto
Lavava o seu corpo
Todo ensopado
Já nem se mexia

De braços cruzados
Carente repetia para si
Nada me atingi
Não é hora de desistir

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