terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Caiu a noite de uma vez
O dia desapareceu

Escondeu-se entre as montanhas
Dando trégua pras alturas

Refletindo inconformado
Foi-se pago
Como um raio

Nem de perto
Lá se via

Atrás das forças divinas
Dos terrenos da terra

Nos caminhos sinuosos
Desfilando olhando o rio
Que se entroncam vantajosos

Depois de um curto túnel
Antiga passagem da morte

Nas novas estradas lisas
Na terra seguindo traçado

Um grande vale e lindos rios
O rico verde amenizante
O seco ar cortante

E longe afronte
Vai-se fácil à cerca da água

Onde se pode tocá-la
Gelada inconquistável

Coragem pra enfrentá-la
Desafio do despenhadeiro
Despencando das montanhas

Esculpindo um largo traço
Das nuvens oferecido

Sobre o lindo terraço
O vulcão escondido

Pontes conectando
Ao outro lado do que vimos
Puseram-se a luz e as sombras

Deram lugar as estrelas
Espalhadas lá no alto

Muito distantes de mim
Aqui na face com olhos

Um brilho que começa forte
Não quer desfalecer
Fulgurante no entardecer

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