Ontem
Eu vi um homem morto
Que nem ao menos
Havia vivido
Furou-lhe uma flecha de fogo
No lado esquerdo
Penetrou-lhe o pulmão
Já não podia respirar
Você já viu um homem morrer sem respirar
Seu sangue vertendo pela boca e nariz
Seu olhos inchando esbugalhados
Suas mãos tremendo
Seu rosto suado
Seu olhar de desespero
Sua voz já embargada
Solitário imenso mundo
Erguido no horizonte
Dia quente qual deserto
Eremita do coração
sexta-feira, 6 de março de 2009
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