terça-feira, 3 de março de 2009

Soube que havia ouro do outro lado do paraíso
Um lugar obscuro
Onde não havia princesa encantada
Um vale escuro

Despenquei-me de onde estava
Lá sim estava muito bom
Estive ausente
E o caminho não foi nem de longe difícil

Na verdade foi fácil até demais
Dentre os poucos anos que passei lá
Perdi o pouco que tinha tentando achar
O que de jeito algum não havia

O que havia era a multidão desesperada
E o povo derrubando o que podia
Cavando a terra e se enterrando na lama
Disputando a dentadas um pequeno pedaço

Ao meu redor não podia contar
Não fui aceito com satisfação
Não tenho aliados aqui estou à mim
Definitivamente nessa questão

Vim sabendo o porque mais chegando
Contradigo o que eu disse antes de abandonar meu lar
Só se o lance for um negócio certo
De caráter real compromissado

Na confusão sem nenhuma regra cada um por si
Não fomos longe dando murro em ponta de faca
Façamos de outra maneira da próxima vez
Pois estava perigoso tudo aquilo ali

Daquele mesmo jeito que estava
Deixei o lugar não mais me coloquei naquela posição
Esperava demais de meus companheiros
Nunca pensando em mim somente

Quando retornei tudo havia se perdido
A casa e tudo mais que conquistei outrora
Com aquilo me tinha esquecido
Agora de nada mais passariam

Comecei novamente do princípio do ser
E agora quem vos fala pouco possui
Mas é feliz e sabe de tudo mais
O que tem é precioso

Talvez você saiba o que é
Não é ouro não é mulher
É essa terra que me há sobre os pés o que mais poderia ser
De onde eu recolho alegria no pé com os pés no chão

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