domingo, 21 de setembro de 2008

De que se valem
A beleza e o amor à mim
Se deles pouco
E quase nunca desfruto

Pois é na esperança e no receio
Que é morada da conquista
Desconhecido limiar do desfecho concreto
Que mede o destino no fio da vida

Incrível prazer
Despercebido em sua essência
Recolhido em todo e qualquer
Simples dia do ser na terra

Singelo e carente
Do feito da mente
Realizado e presente
Lembrado e vivido

Bem perto de dentro
De tudo que é possível imaginar
Onde a realização é verdade sentida por fora

E o limite entre o irreal
Diminui a distância
De ser compreendido

Um comentário:

Cássia disse...

A imaginação sempre aproxima os interesses. Muito bonito Duda!