sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Eu quero unir dois mundos
Penetrar no possível
Fazer de tempo-espaço um
Concedendo-lhe outro nome

Apresento-me solícito
Só na natureza encontro acalento
Meus dias são quentes
Só penso em morar na praia

Um dia é um colibri
Voando bem baixo sozinho
No outro uma cambaxirra
Que vem voar pertinho

Quanto prazer se pode encontrar
Eu quero ter em meu espírito
Somente dores e aflição
Vai encontrando o meu destino

Eu rio me desfinjo de tonto
Despretensioso num sorriso
Parece-me que fico bobo de repente
Sobretudo quando eu respiro

Há os que digam que sabem
Lidar com os sentimentos
Estranhas ironias
Tão difíceis de explicar

Eu quero o que quero
Eu me quero feliz
E se há prazer nesta vida
Eu vou onde ele está

Já não me interessa contentamento
Eu sedento desejo por satisfação
Eu me acabo com meus próprios vícios
Me consumo por instância

Vejo a lua cheia tão perto
Mas não a ponto de tocá-la
Sinto-me como no deserto
Agradeço porque tenho o que comer

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