sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O duelo de olhares
Se refaz milhões de vezes
São feixes de imagens
Fugitivas da íris
No fundo sem fundo há um brilho
Uma luz que não pode ser lida
Desvios ocultam tal ato
Nas curvas nos traços nos cílios
O que se vê são as cores somente
Não sei se os leio como quero
Como forma somente
E isso impede que os leia à profundidade
Ou se o bloqueio está em seus olhos
Os meus desvio por respeito a esse prazer
Não enxergo o que vejo porém o que acredito ver
Verifico não saber nada pois não leio o que está sendo dito

Nenhum comentário: